quarta-feira, 7 de maio de 2008

Por um momento, senti como se eu fosse um outro eu.
Meu corpo fundava-se nos quatro cantos de uma masmorra, a qual a única fresta que me permitia era a do arrependimento.
Encontrei-me num círculo de memórias cada vez mais recruscedentes, e enquanto mais o tempo passava, mais eu percebia que ele estava girando ao contrário com a ajuda dos seus ponteiros afiados.
Tentei afugentar-me de mim mesma, mas eu sempre tropeçava nos meus próprios pés.
Já arrependida por carregar tanto arrependimento, parei de olhar apenas através do espelho e soltei um brado.
Um brado onde finalmente pude escutar um eco reconciliador.

2 comentários:

Marina Moreirah disse...

não se arrependa de ter várias larissas, tão diferentes uma da outra!

nem culpe o mundo, por não ter mais ninguém igual a você!

certamente, nascestes para ser rara! ^^
honrados deveriam sentir-se aqueles que te consideram!

adoro-te, lari!

a. fontelli disse...

menina. enjoar do blog porque?
eu ADOREI teu texto.

beijos lunguinha.
hsuehuehuehuehe

;***